02/03/2016

Apenas uma criança...


Na minha busca em entender o motivo das coisas, eu resolvo ficar em silêncio. Mecho no passado pela bilésima vez e não encontro nenhuma resposta. Então, resolvo fazer uma viajem pelo meu mundo, um mundo que não pertence a mais ninguém... e justo nesta hora ouço tocar a campainha da minha casa.
Adio por um tempo a minha viajem pelo meu universo e resolvo olhar pela janela... E de lá, eu vi uma criança sentada na beira do gramado, uma criança que na maioria das vezes em que a vejo, se encontra sozinha e que é facilmente controlada pelos outros... uma criança que eu sei que não gosta de estudo, que já sofre e nada é feito... É horrível esse sentimento de impotência diante das coisas. Sou tão vulnerável quanto esta criança que observo pela minha janela, vejo-me nela ha alguns anos atrás.

Volto então a buscar o motivo das coisas no meu silêncio, e finalmente me tranporto para o meu mundo... Ela é apenas uma criança que talvez tenha a sua imaginação limitada e que é boba por ser criança... uma criança que não quer coisas sérias mas que já está sendo forçada a conviver com tais situações... uma criança que não quer ser forte mas sendo precoce é obrigada a ser... Talvez a vida dela daqui a alguns anos não seja lá das melhores, se eu pudesse pegaria ela em meus braços e a perguntaria se gosta de ouvir histórias... Mas eu não posso pois sou tão vulnerável quanto ela... Aqui do meu mundo as coisas andam meio sem cor. Falta algo aqui, algo que talvez eu não desejo encontrar... Aqui dentro eu tenho diversos planetas, muitas constelações... aqui sempre é noite e as estrelas sempre iluminam os meus dias... Mas o que falta? Ainda não tenho respostas talvez porque eu seja mesmo como aquela criança que vi pela janela deste mundo; vulnerável e incapaz de compreender muitas coisas.

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