17/01/2016

Ninguém a amou


A breve história de duas amigas... e um amor de criança.

Era um vez uma menina de 10 anos que se chamava Cora. Essa menina só pensava em amor, começara sua vida romântica ainda muito criança. Aos 8 anos havia se apaixonado por uma amiguinho de classe, moreno de olhos azuis era ele, e ela era pretinha de olhos pequenos. A menina de 10 anos nutria um amor puro por esse pequeno rapaz há 2 anos e sofria durante todas as suas férias por não vê-lo. Não era mistério para sua amiguinha Sol o seu amor por Jonh. Apesar de serem amigas, Sol não gostava de Jonh, Sol era uma menina sensível e sabia quem era legal e quem não era, mesmo ninguém acreditando,  ainda assim ela entendia o amor de Cora por Jonh e não julgava a amiga por gostar de um menino que ela não simpatizava. Cora adorava amar Jonh, mesmo escondido. Jonh era sorridente, muito bonito e um pouco popular. Cora e Sol eram muito excluídas dos outros mas eram crianças felizes e brincalhonas. Sol era excluída por ser muito tímida e Cora... não se sabe, Cora não era escondida e muito menos envergonhada, talvez fosse excluída por ser leal a Sol...
-Cora...por que você não vai até eles? -Disse Sol sentada no pátio da escola olhando as outras crianças brincarem.
-Por que você me pergunta isso? -Sol não respondeu, apenas abaixou a cabeça- Cora continuou sorrindo -Eu só vou onde você vai. -As duas se olharam, sorriram e correram para a sala.

Sol tinha os cabelos loiros e curtos, e apesar de ser muito tímida e não ficar a vontade com muitas pessoas, de vez em quando, alguns meninos lhe davam flores, mas Sol sempre corava e não dava confiança para eles. Cora achava aquilo lindo e torcia para que acontecesse com ela, mas até então nunca acontecera.

Um belo dia ensolarado, as amigas estavam sentadas no chão do pátio da escola, jogando dominó, quando Cora sentiu vontade de ir no banheiro, e sem dar nenhuma explicação, correu com as poucas peças do jogo nas mão e gritou: -Me espera Sol! -Sol soltou uma gargalhada e olhou para o jogo no chão, e de repente o jogo ficou escuro. Eram dois meninos que se aproximaram provocando  a sombra no jogo. Sol ergueu a cabeça e os olhou. Eram Luca e Marcos, colegas de turma e amigos de Jonh... Sol não entendeu e apenas os olhou nervosa, um cutucava o outro entre risos, então, Marcos entregou um papel nas mão de Sol e os dois saíram correndo. Sol, agora vermelha, olhou o papel tremula e engoliu seco. Sol não sabia se abriria o pepel ou se o jogaria no lixo. Depois de um tempo Cora voltou saltitante e se sentou na frente do jogo e perguntou:
-Quem foi a última a jogar? Sem resposta Cora olhou para Sol e viu o tal papel e voltou a perguntar-O que foi Sol? ...Sol?
-Ah... Eu não sei como explicar...
-O que aconteceu ...?
Sol ergueu os olhos para Cora e disse:-Marcos e Luca me deram isso... -Sol levantou o papel.
Cora aproximou o rosto e perguntou -E o que tem aí?
-Eu não sei...
-E porque não abre? Deve ser uma carta de amor!
-Cora...
-Deixa eu ver. Cora tomou da mão de Sol que já estava muito corada. Sol tentou pegar de volta dizendo - Melhor eu jogar fora Cora... Mas Cora abriu e leu alto:

-Querida Sol, desde o primeiro dia em que a vi, eu me apaixonei por você. Seus cabelos dourados iluminam todas as minhas manhãs. Eu te amo e gostaria de te encontrar no final da aula de hoje na quadra. Estarei com uma Rosa amarela nas mãos... Por favor apareça... De: Seu admirador secreto. 

Cora olhou para Sol que estava com os olhos arregalados e muito vermelha, com um sorrido de ponta a ponta e se levantou pulando e fazendo um som estranho na boca com o papel na mão.
-Isso foi lindo Sol, lindo!!! De quem será? Um dia também meu Jonh fará isso por mim! Agora temos que arrumar você! Vem. - Cora tentou puxar Sol do chão, mas Sol resistiu.
-Não Cora, eu não vou.
-Para Sol, nem que eu te arraste você vai...
-Não quero Sol, tenho medo, nem sei quem é...
Cora se agachou ao lado de Sol e lhe deu um abraço apertado.
-Cora... nós nunca...
-É verdade Sol, mas você vai primeiro do que eu...
-Cora...
-Estou com você amiga.

As duas apertarão o abraço e sorriram levemente.

CONTINUA...


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